terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Arquitetura de uma Empresa Sustentável



Uma empresa sustentável pode ser considerada como aquela que assegura o sucesso financeiro do negócio ao mesmo tempo em que minimiza seus impactos ambientais e contribui para o aumento da qualidade de vida da sociedade em que está inserida.

              
São inúmeros os aspectos que incorporam estes três pilares: o econômico, o social e o ambiental. A forma de alcançar tal equilíbrio ainda é um desafio para empresas em todo o mundo. Do ponto de vista do ambiente construído, grandes avanços tem sido alcançados à medida em que bancos, escritórios, fábricas, supermercados, entre outros negócios, vem obtendo devido reconhecimento ao aderirem à arquitetura verde, a exemplo do Banco Real (SP) e da Kraft Foods (PE), ambas certificadas sistema internacional  de avaliação ambiental de edifícios LEED – Leadership and Energy & Environmental Design.


Fonte: Pós ESUDA/Profª Luciana Raposo

            O primeiro caso foi exemplo pioneiro no Brasil, tendo sido inaugurado em 2007 com telhados verdes, vidros duplos nas janelas, pintura em tintas ecológicas e sistema de energia solar. O segundo trata da primeira fábrica no estado de Pernambuco que possui uma séria de critérios ambientais, entre eles a reciclagem de seus efluentes e dispositivos bioclimáticos em seu interior, elementos os quais tem sido amplamente divulgados pela mídia desde sua inauguração, em 2011.


Os benefícios de um edifício sustentável para uma empresa vão muito além dos resultados do marketing verde. A oportunidade de inovar, com ecoeficiência tem chamado atenção de empresários para tornar seus negócios mais sustentáveis, o que exige estudos de viabilidade socioambiental e, sobretudo, técnica e financeira.


Sabemos que um edifício projetado para aproveita os recursos ambientais como a luz solar e o vento; que reutiliza águas servidas e capta as de chuva; trabalha a eficiência energética de seus equipamentos; adota materiais construtivos de baixo impacto, como madeiras renováveis, tijolos reciclados; implanta tecnologias limpas como sistemas de energia alternativa, certamente terá um investimento maior do que os que constroem de forma tradicional.


                                Fonte: Slide da aula de pós em GA-UPE-
                                Profs Luciana Raposo e Carmen Cavalcanti





Fonte: slide da pós de arquitetura sustentável 
ministrada na ESUDA

 Casos de sucesso apontam, todavia, para o retorno financeiro destes investimentos em determinados prazos de modo a justificarem a sua implantação. Além disso, não é só a arquitetura do edifício que pode ser redesenhada numa empresa, mas os seus processos, produtos, serviços e principalmente, princípios. Uma vez que o conceito de sustentabilidade é internalizado por uma empresa poderá ser adotado como eixo central nas suas estratégias, seja na melhoria da qualidade; inovação; comunicação com mercado; design de produtos ou envolvimento dos recursos humanos.


 Uma empresa sustentável se constrói assim; com responsabilidade socioambiental, qualidade no que oferece, compromisso no que divulga e transparências em suas políticas, especialmente por estar voltada a um novo mercado consumidor, cada vez mais exigente, responsável e consciente de seu papel como consumidor/ cidadão.


Eventos Sustentáveis - continuação


ECOFLIPORTO 2012


Um outro exemplo de evento com responsabilidade socioambiental no estado foi a FLIPORTO – Feira Literária Internacional de Pernambuco – realizada em novembro de 2012. Além dos espaços para lançamento de livros, palestras e exposições, a feira contou com a ECOFLIPORTO, uma instalação no Clube Atlântico de Olinda voltado a sustentabilidade, o qual tratou de temas como economia criativa, gestão ambiental, ecogastronomia, moda sustentável, artesanato a partir da reciclagem de resíduos entre outros.
                           

A instalação ficou super interessante com espaços decorados com garrafas pets, telhas recicladas, madeira renovável e fibras naturais. Na entrada, um jardim bem iluminado dava o tom do evento. Quiosques de artesanato compunham o espaço interno, juntamente a uma exposição sobre árvores, com destaque para os baobás de Pernambuco. 

                            



Enquanto um teatrinho de arte educação se apresentava em uma das áreas, ministrei uma palestra sobre Gestão Ambiental e Sustentabilidade a convite da UniNassau.


Ao longo da feira, este clima de cultura sustentável se estendia. Durante o percursos pela Praça do Carmo observamos uma central de bicicletas para aluguel. Assim, as pessoas poderiam poupar CO2 e se exercitar para locomover-se no evento. É claro que a ideia foi de promoção da empresa que patrocinou o bicicletário, mas que bom que o marketing, nesta ocasião, se voltou a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

                                   

Uma forma lúdica de chamar atenção para reciclagem foi a casinha da ECOFLIPORTO. Vi várias crianças brincando e fazendo fotos no equipamento. Luna e Bia, inclusive! 

                                                      


Minha filha e sobrinha também ganharam livrinhos lindos e a preços acessíveis. (Quem gostou foi a mãe ;) A historinha do indiozinho que salvou uma criança por conhecer os segredos da floresta certamente é uma história que ficar guardada na memória de minha pequena.

Educação ambiental, respeito ao próximo, estímulo a imaginação e criatividade: contribuições de livros para os nossos pequenos grandes cidadãos! 

O clima não poderia ser melhor! Oportunidade de conversar sobre cidadania e temas ambientais, a presença de pessoas interessantes como ex alunos e familiares, livros maravilhosos, os ares olindenses e uma lua perfeita  fizeram desta noite ainda mais especial!









Sustentabilidade em Eventos



O artigo abaixo foi escrito especialmente para o Boletim de Sustentabilidade SEBRAE, organizado por Angela Miki Saito, Maurício Correia e Fabiana Ferreira, o qual foi publicado em novembro de 2012. Comecei a pesquisar o tema por conta de consultoria que prestamos (eu+Carmen Cavalcanti) à Feira de Empreendedor, no mesmo ano. A experiência foi bastante enriquecedora. Depois disso não paro de observar em cada festa, show ou formatura como esta cadeia produtiva impacta o meio ambiente e como tem potencial para realizar ações positivas positivas para a sociedade, principalmente pela capilaridade que possui, uma vez que abrange grande parte da população.

EVENTOS SUSTENTÁVEIS

O setor de eventos no Brasil tem crescido significativamente nos últimos anos. Em 2011, realizaram-se no país cerca de 320 mil eventos movimentando cerca de 32,7 bilhões de reais, segundo pesquisa realizada pelo FBC&VB em parceria com o SEBRAE. O estudo mostrou também que, depois do sudeste, o estado que mais realiza eventos é o nordeste, com cerca de 60 mil eventos e participação de 13 milhões de pessoas ao ano.

Este impulso do setor na economia, contudo, se contrapõem aos impactos negativos que os eventos ocasionam ao meio ambiente. Se por um lado empregos e renda são gerados, por outro uma grande quantidade de resíduos sólidos é lançada; gases de efeito estufa são emitidos na atmosfera; e bens naturais, água e energia são consumidos em grande escala causando prejuízos ambientais.

Com a preocupação de minimizar estes impactos, entidades e organizações do setor de turismo e meio ambiente em todo mundo tem buscado desenvolver ferramentas e políticas voltadas à sustentabilidade de eventos. Em 2010 a USP - São Carlos publicou o Guia Prático para Organização de Eventos Sustentáveis, contendo 13 tópicos voltados às etapas: pré-evento; evento; e pós-evento. Neste mesmo ano, a Fundação nacional de Qualidade publicou em seus Cadernos de Excelência Requisitos para Responsabilidade Socioambiental Corporativa, aplicáveis também à realização de eventos.

Em agosto de 2012 foi lançado na Inglaterra, sob coordenação geral da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ISO 20121:2012, norma de gestão que visa implementar práticas sustentáveis na organização de eventos de qualquer natureza. A ideia é que o documento possa orientar no planejamento dos eventos da Copa 2014 e o das Olimpíadas de 2016.

Neste sentido, o SEBRAE tem buscado se adequar a esta nova demanda orientando seus eventos à sustentabilidade ambiental, econômica e social, assim como sinalizou sua atuação na RIO +20 e, especificamente no estado de Pernambuco, na Feira do Empreendedor -FE- 2012, realizada no Centro de Convenções, nos dias 17 a 20 de outubro.

Desde o planejamento, passando pela execução e desmonte, a FE 2012 considerou a minimização dos seus impactos ambientais, assim como aspectos de responsabilidade social, segurança e acessibilidade entre outras preocupações que fizeram deste um evento piloto para servir de referência a futuras feiras.

Entre os principais resultados de sustentabilidade da FE 2012, apontam-se: 
  • Redução de 68% do consumo de papel e impressos em relação à FE 2010; 
  • Priorização de inscrições on line; folheto informativo único para a feira, reduzindo panfletagem; 
  • uso de papel reciclado; substituição dos copos descartáveis de plástico por de papel biodegradável;
  •  redução e substituição da matéria prima das  sacolas plásticas por material biodegradável;
  • divulgação do conteúdo das capacitações pelo site; Utilização de equipamentos eletrônicos com selo economizador de energia;
  •  estandes modulados e desmontáveis para reuso; mobiliário a partir de material reciclado ou reuso em alguns estandes;
  • coleta do óleo de fritura do restaurante; substituição dos pratos plásticos descartáveis por pratos em vidro retornáveis;
  •  acessibilidade da feira garantida; sensibilização dos funcionários através de apresentações sobre o tema;
  •  Estande de Sustentabilidade oferecendo palestras, debates e atendimentos na área.

Móveis com materiais reciclados
Parceria com Associação de Catadores
Lixeiras seletivas e bebedouro com copo biodegradável
Detalhe dos copinhos que substituíram os descartáveis 
Antes de começar: ginástica laboral 
                                   Paisagismo vivo e com espécies nativas

Rampas, vaga especial, corrimãos: conforto e segurança para todos.

Stand Sustentabilidade: Valeu mesmo!!!







segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ocupe Estelita

O  Ocupe Estelita foi um sucesso! 

O que começou como uma tímida manifestação em redes sociais ganhou divulgação em massa e a presença de inúmeras pessoas que circularam pelos armazéns do Cais das 9h da manhã até o finzinho da tarde deste domingo, 15/04.

#ocupeestelita

Durante este período o que se viu foi muita criatividade, irreverência, arte por todo lado em um ato paz e amor do começo ao fim. Nada de parar o trânsito, nada de agressões,  o que esta luta não violenta mostrou foi que o recifense está cada vez mais consciente de seu papel como cidadão e cada vez mais disposto a discutir o planejamento urbano de sua cidade.


Enquanto alguns manifestantes pintavam os muros e camisetas com o símbolo do movimento, outros se dedicavam a oficinas de origamis. Neste ambiente criativo rolaram também apresentações de malabares, acrobacias em skate e patins, piquenique, banho de piscina para as crianças além de performaces irreverentes como a de três moças que fizeram sucesso com suas fantasias e maneira circense de abordar os carros que passavam.
Para completar o climinha maravilhoso daquela paisagem, vários músicos se apresentaram na tenda improvisada. Esta contribuição musical foi literalmente um show a parte, além da qualidade das bandas, a seleção do DJ foi D+!

O público era bem diversificado, tinha de criança de colo até vovôs compartilhando o mesmo ambiente, apesar dos jovens terem sido mais numerosos. Vi muitos estudantes, colegas da época da faculdade e algumas figurinhas conhecidas da cena Cult do Recife.


Foi muito interessante ver a mobilização das pessoas por uma causa que, se fosse há alguns anos atrás, levantaria pouca gente do sofá... Neste domingo, o Recife deu mais passo em direção a democracia através de uma movimentação espontânea. A apropriação da área, nem que por um dia, transformou uma realidade. Em vez de paredes descascadas, painéis e pinturas; em vez de cheira colas, crianças saudáveis brincando; em vez de barulho de carros, o som dos pássaros da boa música...

Os novos caras pintadas!

Se este não foi um dos objetivos do Ocupe Estelita, para mim funcionou assim... entusiasmo, desejo, reflexões... Como seria a cidade para o cidadão? Como será uma área de construções horizontais, de uma paisagem permeável tomada por enormes arranha céus? Como será um lugar que, mesmo dito abandonado, parece bem mais meu do que na idéia da propriedade privada?
Quando assinei a petição pública tive a chance de conversar com alguns voluntários que organizavam a mesa.  Neste debate, falamos sobre as ações futuras, sobre as contra propostas para o local etc .

Saí de lá era quase umas 5h da tarde certa de que o objetivo do Ocupe Estelita foi alcançado.  As pessoas se posicionaram contra um projeto de alto impacto na cidade. Não houve uma proposta para substituir o projeto “Novo Recife”, mas questionamentos válidos para que entidades possam também se posicionar e junto à sociedade, buscar soluções coerentes entre crescimento econômico, preservação ambiental e valorização sociocultural, ou seja, um novo Recife mais Sustentável.


  
É nosso!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto Parque da Tamarineira

PROPOSTA VENCEDORA DO 1º LUGAR DO CONCURSO NACIONAL DE PROJETOS PARA IMPLANTAÇÃO DO PARQUE DA TAMARINEIRA 
 Memorial Descritivo

Referência nacional em serviços psiquiátricos desde fins do século XIX, o Hospital Ulisses Pernambucano e seu lote densamente arborizado confundem-se com a história e a paisagem da Zona Norte do Recife. A evolução dos estudos médicos, as exigências da Reforma Psiquiátrica e o interesse de diversos setores da sociedade em apropriar-se daquele espaço levam este conjunto a um momento de transformação: o Parque da Tamarineira, agora desapropriado, tem o compromisso de abrir-se à cidade, desmistificar a loucura e oferecer à população lazer, cultura e educação ambiental, tudo isto convivendo com atividades hospitalares.



A fim de evitar a segregação espacial e garantir comunicação fluida e direta, as intervenções realizadas buscam clarificar a leitura do Parque e das construções históricas mais significativas através da remoção de barreiras e anexos sem qualidade arquitetônica. Dois grandes eixos se estendem desde a entrada principal do Parque até a Matinha, funcionando como largos passeios públicos. Entre estes eixos, um labirinto de vegetação arbustiva faz alusão à complexidade dos mistérios da mente humana e constitui-se num expressivo elemento visual e paisagístico do projeto. Sua estrutura abrigará obras de arte, bancos, espelho d’água e peças interativas que estimularão o caminhar e a descoberta.

Campanha de um Hospital Psiquiátrico - África do Sul


Perspectiva frontal do Parque

Extensos gramados remontam a antiga atmosfera de Sítio, de Pomar Urbano, enquanto playgrounds e equipamentos destinados à prática de exercícios físicos dão dinâmica aos diversos setores do Parque. O edifício do antigo CPTRA foi transformada na Casa do Bem Estar, com atividades para Saúde Integral e a Casa Paroquial, em uma livraria e lanchonete.


Para o setor hospitalar, a solução proposta foi a criação de um "Corredor da Saúde" voltado aos enfermos do CPTRA, da Emergência Psiquiátrica do Hospital Ulysses Pernambucano e ao Hospital Helena Moura. Este núcleo voltado à Av. Cônego Barata compreendendo três novos edifícios. O 1º e o 2º são intervenções em ruínas existentes onde funcionará a nova emergência e o 3º servirá ao CPTRA, com dois pavimentos e um estacionamento semi-enterrado com capacidade para 124 vagas para atender ao Parque, apesar de não possuir ligação direta ao Hospital.

Perfil dos edifícios históricos e novo conjunto hospitalar à esquerda

O principal conjunto arquitetônico, obra do arquiteto francês Victor Fournié, construída entre 1874 e 1883, possui 4 blocos organizados em cruz com espaçamentos em suas extremidades. Esses blocos serão restaurados e abrigarão os seguintes equipamentos:

- Museu da Tamarineira, que exibirá ao público a história do antigo Hospital, além de peças da Santa Casa de Misericórdia;
- Museu Sensorial de Arte Contemporânea, que abrigará exposições relativas às temáticas entre arte, corpo e mente;
- Centro de Convivência de Saúde Mental, espaço previsto no plano de Reforma Psiquiátrica;
- Salas para atividades vinculadas às Universidades;
- Cinemateca;  
- Biblioteca;
- Auditório (175 pessoas); e
- Pavilhão da Sustentabilidade.

Este último e novo edifício, construído nas proporções de seu traçado original, além de abrigar exposições sobre sustentabilidade e meio ambiente, será um exemplo prático de construção sustentável, tendo sido planejado com base na metodologia de avaliação ambiental de edifícios LEED - Leadership Environmental Energy Design.




Exemplo de fechamento móvel em painéis de bambu

Pátio Central

A sustentabilidade foi um aspecto que permeou este projeto como um todo. A área posterior, chamada Matinha, é um exemplar valioso na cidade onde a biodiversidade se manteve preservada durante décadas. Dessa forma, a área será palco de um programa de educação ambiental, onde haverá uma passarela de madeira que conduz ao observatório elevado, o qual servirá também como apoio às atividades educativas. Preservando as árvores existentes, foram criadas trilhas, estrutura para arborismo, sementeira e composteira no local para tratamento dos próprios resíduos.

Estrutura de passeio acima do solo natural - preservação da Matinha
Foi observado em visitas e estudos da área que o Sítio da Tamarineira possui uma característica que não se pode ocultar - a presença de um corpo dágua e de áreas alagadiças, assim como foi no passado.

“O sítio escolhido chamava-se Tamarineira, no Lugar Matinha, freguesia da Graça (...). Patrimônio dos órfãos da Santa Casa, ocupava uma área arborizada em parte e em parte alagada”. Oração do psiquiatra, Ulysses Pernambucano
  Área alagada após chuvas de julho em 2011
Canal sub-dimensionado atravessa o sítio, ora embutido, ora aparente
O que em princípio pareceu ser um problema tornou-se um dos partidos do projeto uma vez que a proposta foi a reabertura do canal hoje embutido, chamado Jacarezinho, através de sua requalificação, despoluição de suas águas e redesenho da paisagem conforme seu traçado original, ou seja, em solo natural e vegetado.

Exemplo bem sucedido de revitalização de um canal urbano em Seul
Ao longo do “Riacho do Jacarezinho” um passeio, acessível e em desenho universal, interliga os acessos da Av. Rosa e Silva ao acesso da Av. Norte intercalado por pérgolas de madeira e bambu. O muro que limita o Parque neste trecho recebeu tratamento através de jardins verticais e painéis para instalações artísticas nas quais seriam registradas as conquistas socioambientais da população através dos tempos. Neste “Corredor da Cidadania” a conquista da Tamarineira merece especial destaque, uma vez que se trata de um dos mais importantes marcos históricos do avanço da consciencia socioambiental no Recife.
Abraço à Tamarineira em manifesto contra a construção do shopping em 2010 
Sob o aspecto urbanístico, o Parque Público da Tamarineira deverá fazer parte da rota de integração de parques, prevendo a ampliação da rede pública de parques e sua conexão com o Plano de Parques Municipal e o Projeto Capibaribe Melhor. Sugere-se a criação de rotas lindeiras à margem norte do Capibaribe, associadas e compartilhadas a modais não motorizados, o que inclui a melhoria da circulação de pe­destres e o incentivo ao uso de bicicletas como equipamento de deslocamento. O foco principal desta integração é promover melhoria significativa na qualidade de vida e estimular a apro­priação do espaço público pela população recifense.

 


Este texto foi escrito pelos integrantes da equipe autora do projeto vencedor do concurso:
Carmen Cavalcanti, Celso Vinícius, Christoph Jung, Luciana Raposo, Manuela Maia e Mariana Ribas






Implantação do Parque